| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. notata |
O beija-flor-de-garganta-azul é uma ave da ordem Apodiforme, pertencente a família Trochilidae.
Taxonomia: Trochilus notatus (Reich, 1793). Anteriormente colocado no gênero monoespecífico Chlorestes, mas morfologia e bioacústica atuais indicam que o gênero Chlorostilbon é o mais apropriado. (Bündgen, 2016).
Seu nome científico significa: do (grego) khlöros = verde; e stlibön, stilbë = brilhante, lâmpada; e do (latim) notatus = notável. ⇒ Pássaro verde notável.
Nome cientifico atual: Chlorestes notata (Reich, 1793).
O macho da espécie mede entre 8 e 9,7 centímetros de comprimento, a fêmea mede entre 7 e 8 centímetros. O peso está entre 3 e 4,5 gramas. (Bündgen, 2016).
Apresenta o bico reto com 18 milímetros de comprimento. A base da mandíbula é rosada e sua ponta é preta. O macho da espécie apresenta coloração verde com reflexos brilhantes bronzeados na porção superior; a porção inferior apresenta coloração verde brilhante. O mento e a porção superior da garganta são azul brilhante, facilmente observado. As penas rêmiges são escuras, quase pretas e não apresentam brilho. A cauda é de uma coloração azul metálica intensa, apresentando a forma quadrada ou ligeiramente arredondada. (Hilty, 2003).
A Fêmea apresenta a garganta e o peito densamente mesclados de verde brilhante. O resto do ventre é branco acinzentado e menos salpicado de verde brilhante. A cauda da fêmea é similar a dos indivíduos do sexo masculino.
O imaturo macho da especie apresenta coloração verde brilhante com a cauda de coloração azul profundo. Como a fêmea imatura da especie, apresenta o peito e ventre cinza claro manchado de verde brilhante. As bochechas são obscuras e contrastantes com uma pequena mancha pós-ocular branca. (Hilty, 1986)
Possui três subespécies:
(Integrated Taxonomic Information System, 2015).
Sua dieta é formada basicamente por néctar e pequenos insetos. Já foi observado em bordas de matas secundárias, alimentando-se do néctar em flores de embira-brava Helicteris ovata (Sterculiaceae) em Lantana ssp. (Verbenaceae).
Seu ninho tem a forma de taça profunda construída em um ramo secundário de árvores pequenas ou em raízes expostas. O material utilizado na confecção do ninho é uma combinação de materiais vegetais, líquens e teias de aranha. Os ovos são incubados durante 16 dias e os novos filhotes apresentam-se emplumados entre 18 e 19 dias após o término da incubação.
Habita em florestas, ambientes de grandes áreas conservadas de flores, insetos e etc.
Ocorre do Amazonas à faixa atlântica do Brasil oriental, desde o nordeste até São Paulo.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: